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terça-feira, 24 de maio de 2016

OFERTANDO COM A MOTIVAÇÃO CORRETA




Gn 4.3 a 5 - Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.

O texto mostra que os dois irmãos ofertaram algo para Deus, no entanto, Deus rejeitou a oferta de Caim. Por que Deus não recebeu essa oferta e aceitou a de Abel?

É importante observar que há diferença entre aquelas ofertas e isso nos faz refletir quanto a questão da aceitação e rejeição de Deus: O Senhor não pode ser comprado por uma oferta, Ele não se deixa enganar com bajulações.

Qual a visão de Deus, quando é que Ele vê que uma oferta é correta ou não? A visão do Senhor está mais ligada ao coração e motivação daquele que oferta, do que aquilo que é ofertado.

Duas observações importantes quanto ao texto: Deus se agradou de Abel quando olhou para o seu coração e motivação – isso mostra que Deus olha para o ofertante; Deus se agradou da oferta de Abel, Ele viu que era adequada.

Da mesma forma, Deus olhou para Caim e para a sua oferta e não se agradou. Algo no coração e motivação daquele moço não foi ao encontro da expectativa do Senhor. Mas o que foi? A atitude de Caim após a sua oferta ter sido rejeitada por Deus mostra o que de fato ele tinha em seu coração. Ele ficou irado e mais tarde matou seu irmão.

Gn 4.6 a 8 - Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.

Mas antes de tudo isso acontecer, o texto acima mostra que Deus havia dado uma segunda oportunidade para Caim realizar a oferta de forma correta, mas ele não fez uso desta chance.

Enquanto Abel estava com o coração inclinado a oferecer o melhor a Deus como um ato de adoração, Caim estava com seu coração inclinado ao mal, isso não agrada o Senhor.

Abel ofereceu das primícias, ao passo que Caim provavelmente pegou do que sobrava. Foi como se Caim cumprisse apenas um ritual, porém Abel usou seu coração.

Alguns assumem esta mesma postura quando devolvem seus dízimos, vendo esse momento como um peso ou obrigação. O dízimo é sinal da nossa fidelidade e a oferta é sinal da nossa aliança, ambos devem ser vistos como um ato de amor. 



Jamayra Carvalho

quarta-feira, 20 de abril de 2016

CONDUZINDO A FAMÍLIA POR PRINCÍPIOS

Foto: Ítalo Ricado
Ml 4.5 e 6 - Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.

O Velho Testamento termina no livro de Malaquias, onde Deus, depois de tantas promessas e palavras proféticas libera uma específica para a terra e para as famílias.

Precisamos saber que temos uma grande responsabilidade com o que acontece com a nossa Nação. O que vivemos em família, a qualidade dos nossos relacionamentos domésticos são sementes para o futuro da nossa terra.

Hoje muitos têm acesso à Palavra, por meio das rádios, emissoras de televisão e também pela internet. Isso é um sinal de avivamento, mas, será que nossos lares já estão em avivamento? Será que já estamos convertidos aos nossos pais e filhos? Será que Deus já terminou a obra em nossas famílias?

Não, ainda há muito a ser feito. Essa promessa de Malaquias não se cumpriu, ainda veremos o avivamento familiar.

FAMÍLIA:
  • Primeira instituição criada por Deus. Gn 2.24 - Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.
  • Tinha o propósito de manifestar o governo.
  • É um lugar de acolhimento. Sl 68.6 - Deus faz que o solitário viva em família; liberta os presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida.

HUMANISMO:
  • Defende que a família é composta por pessoas que vivem juntas, distorcendo os padrões estabelecidos por Deus.

Como conduzir a família nos princípios do Eterno?

1. POR MEIO DO ENSINO

Dt 6.1 e 2 - Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os preceitos que o Senhor teu Deus mandou ensinar-te, a fim de que os cumprisses na terra a que estás passando: para a possuíres; para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e para que se prolonguem os teus dias.

Dt 6.6 e 7 - E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.

O conhecimento da Palavra ajuda a conquistar a promessa e a temer a Deus. É obrigação dos pais ensinar seus filhos.

ENSINAR:
  • Palavra grega "didaskô",que significa "aceitar, estender a mão para".
  • Demanda tempo dos pais. Hoje os pais têm transferido esta incumbência para outras pessoas - professores, líderes, pastores.

Os pais são líderes influenciadores de seus filhos. O ensino praticado em casa permite que valores importantes sejam transferidos por gerações.

Pv 22.6  - Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.

O ensino é uma semente para o futuro, onde a colheita se chama permanência na presença de Deus.

2. POR INTERMÉDIO DA DISCIPLINA

Pv 6.23 - Porque o mandamento é uma lâmpada, e a instrução uma luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.

Toda pessoa que quer ter uma família vivendo por princípios deve disciplinar seus filhos.

DISCIPLINAR:
  • Instruir, educar, corrigir e amar.
  • Gera obediência e caráter.

A disciplina, no entanto, não deve ser motivada pela ira. Os resultados não são favoráveis.

Os filhos precisam de limites, e quem deve estabelecer esses limites são os pais, que por sua vez, possuem a autoridade para tirar seus filhos de dentro do inferno.

Pv 23.13 e 14 - Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.

Satanás tem tentado tirar a autoridade dos pais no que diz respeito à disciplina. Mas precisamos nos posicionar, pois o caráter de nossos filhos tem sido construído baseado nos princípios que eles recebem. A disciplina deve ser eficaz e aplicada logo depois de uma má obra.

3. PRATICANDO O DISCIPULADO

Nossos filhos são nossos discípulos, antes de encontrarem outros líderes eles nos encontraram. Muitos estão entregando seus filhos para seus discipuladores e junto com isso, estão abrindo mão de seu sacerdócio familiar, a responsabilidade de pai/mãe. Os melhores discipuladores de um filho são os seus pais.

Sl 127.3 a 5 - "Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta".

Os filhos são bênçãos que o Senhor nos dá, sendo que eles vão crescendo sob os ensinamentos que recebem, e o melhor que seja dos pais. Eles são uma recompensa que o Senhor nos dá, antes de termos feito as boas obras, antes de termos acertado. Eles são também como que armas que darão proteção para seus pais.

Assim como o guerreiro prepara suas flechas para usar na hora certa, os pais devem preparar seus filhos para o momento de serem enviados. Eles precisam ser ensinados para fazerem escolhas certas, pois é certo que pagarão muito caro por cada escolha errada.

Orem por seus filhos, esta oração é poderosa no mundo espiritual. Acompanhem a vida espiritual deles.

4. ATRAVÉZ DO RELACIONAMENTO

Sl 133.1 a 3 - Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre.

A unidade é uma coisa que agrada o coração de Deus, sobretudo se esta unidade for na família. O relacionamento gera crescimento, aprendizado e amor.

Esse é um grande desafio para as famílias - o relacionamento entre os cônjuges, entre os irmãos, entre pais e filhos. Como pais devemos ser instrumentos de cura e não de feridas. Devemos processar a integração e não a divisão entre os familiares.

Não permita que o inimigo infiltre no seu lar sementes de discórdias e inimizades. Estejam atentos aos sinais de divisão e separação. Libere perdão quando algo fugir do controle dentro de seu lar. O pai do filho pródigo nos ensina com suas atitudes.

Se permita ter tempo de qualidade com seus familiares - essa é também uma forma de expressar amor. Procure conhecer cada membro de sua família. O amor não acaba com a idade, também não deve acabar por conta das falhas.

CONCLUSÃO:

Fomos escolhidos por Deus para ser referência nesta terra. Como falaremos de Deus como Pai se não pudermos ser seus imitadores? Como falaremos de Jesus como o primogênito, nos colocando como seus irmãos, se não pudermos reproduzir o padrão da unidade que Ele tanto desejou. E como falaremos do Espírito Santo como Amigo e Ajudador se não pudermos agir desta forma entre aqueles que são sangue do nosso sangue e carne da nossa carne?

Que o Senhor possa lhe conduzir, como conduziu Moisés e Josué à medida que estes levavam o povo em direção à terra prometida. Que você possa chegar na Nova Jerusalém juntamente com cada membro de sua casa, e declarar diante do Eterno:

Is 8.18  - Eis-me aqui, com os filhos que me deu o Senhor; são como sinais e maravilhas em Israel da parte do Senhor dos exércitos, que habita no monte Sião.


Pra. Ana Cunha

P.S. Texto produzido como resultado de foto-leitura feita no livro "Princípios na família" de Dejanira Vieira, enquanto buscava respostas para perguntas relativas ao tema família.