quinta-feira, 12 de maio de 2016

JESUS MUDA VIDAS

Ap 21.5 - E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. 

Fazemos parte de uma geração que é treinada no instantâneo - seja na área alimentar - como é o caso do café, que agora encontramos a versão instantânea; seja na tecnologia - que com um botão você muda as funções dos equipamentos; ou seja até nas estórias que são contadas nos livros e filmes infantis - como é o caso da doméstica da casa que vira a cinderela e a abóbora com ratinhos que passa à ser a sua carruagem. 

Jesus muda vidas, e a mudança que Ele faz é para toda a eternidade. Essa é a essência de seu ministério, que é demonstrado na Bíblia no começo, meio e fim do mesmo. 


1. DE PECADOR À DISCÍPULO DE JESUS
 
Lc 5.27 a 32 - Depois disso saiu e, vendo um publicano chamado Levi, sentado na coletoria, disse-lhe: Segue-me. Este, deixando tudo, levantou-se e o seguiu. Deu-lhe então Levi um lauto banquete em sua casa; havia ali grande número de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento.
 
Mc 2.14 - Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. 

Levi era o mesmo Mateus, um coletor de impostos de Cafarnaum. Ele era um traidor da nação de Israel, que vendeu sua nacionalidade pelo direito de saquear as pessoas com juros abusivos.


PUBLICANOS
  • homens que enriqueciam cobrando juros indevidos.
  • Eram desprezados pela sociedade. Tinham má reputação, sendo geralmente odiados e considerados traidores.
  • Não podiam servir de testemunhas ou ser juízes.
  • Eram excluídos da sinagoga. Aos olhos da comunidade judaica, essa desonra estendia-se até suas famílias.
Naquela decisão Mateus recebeu uma nova vida: sua habilidade para observar detalhes foi usada para registrar a história da época dentro de um novo propósito.

Mateus era um intelectual. Mais do que qualquer outro discípulo, ele tinha uma noção de quanto custaria seguir à Jesus - ele teria que mudar radicalmente a sua vida, deixando para trás o dinheiro, os livros de anotações e os recibos.

Duas mudanças aconteceram na vida de Mateus quando ele decidiu seguir a Jesus:
  • Jesus lhe deu perdão e vida eterna. Mateus pertenceria ao Filho de Deus. Ele agora era uma pessoa aceita por Deus.
  • Jesus deu a Mateus um novo propósito para as suas habilidades. Desde o princípio, Deus agraciou com o dom de escrever. O chamado de Jesus acabou lhe permitindo usar suas habilidades em um trabalho mais importante. Mateus escreveu sobre tudo o que viu, e como resultado, surgiu o Evangelho que traz o seu nome.

Cada um de nós é uma obra de Deus em andamento. Ele nos dá muitos dons bem antes de o aceitarmos conscientemente. O Senhor nos confia destrezas e habilidades antecipadamente. Ele fez cada um de nós capazes de sermos seus servos. Quando confiamos NEle e colocamos a seu serviço aquilo que Ele nos deu, começamos uma vida de verdade.

Depois de decidir seguir Jesus, Mateus espalhou os Seus ensinamentos por todo o tempo em que viveu, além de ter escrito o Evangelho de Mateus - o primeiro livro do Novo Testamento, que relata a vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré.


2. DE PECADOR À RESTITUIDOR

Lc 19:1-5 - "E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convêm pousar em tua casa". 

 
Zaqueu era o chefe, responsável pela coleta de impostos em Jericó, era muito rico. Os coletores de impostos - aqui chamados de publicanos - eram odiados pelos seus compatriotas judeus, que os viam como ladrões e traidores, pois trabalhavam para o Império Romano.

ZAQUEL
  • Comandava a extorsão e a exploração popular. Era o líder da corrupção. Um homem rico, mas sabia que sua riqueza não vinha das mãos de Deus.
  • Vivia isolado da vida social de Jericó. Tinha uma consciência de inferioridade - pelo tratamento que recebia do seu povo. Até mesmo mendigos rejeitavam a sua oferta de moedas.
Um certo dia este homem soube que Jesus iria passar pela cidade e então resolveu ter um encontro com Ele. Mas a multidão era grande e conhecia a sua fama, não deixariam que ele se aproximasse. Ele era de baixa estatura e não poderia ver Jesus de longe, resolveu subir em uma árvore.

Imagine centenas de pessoas lutando uns contra os outros por um lugar especial perto de Jesus, e de repente o Mestre olha para quem não esperava nada, para quem se sentia indigno, insignificante, perdido entre os galhos de um sicômoro, e o chama pelo nome: "Zaqueu"?

Para Jesus não existem multidões, existem pessoas, independentemente de cor, classe social, tamanho ou peso. O Mestre entrou naquela casa, para mostrar que não há pessoas “pequenas”, “insignificantes” ou indignas de receberem a salvação.

A multidão ficou chocada, pois Jesus, um judeu, estava disposto a ser o hóspede de um publicano. Comovido pelo amor desmerecido e aceitação de Jesus, Zaqueu publicamente se arrependeu de seus atos corruptos e jurou restituí-los.

Lc 19.8 e 9 - Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado. Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. 

 


3. DE PECADOR À MORADOR DO REINO DE DEUS

Lc 23:33 - E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.

Lc 23:39 a 43 - "Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso"


Quando Jesus foi crucificado, também foram crucificados dois ladrões, um de cada lado. Pessoas que, segundo a lei, mereciam morrer.

QUEM DEVERIA SER CRUCIFICADO
  • Ladrões,
  • Assassinos,
  • Traidores e
  • Escravos.
A Cruz era a mais cruel, desumana e monstruosa das condenações à morte. O próprio nome cruz era motivo de desonra pública, culpa e infâmia.

CRUCIFICAÇÃO
  • Tipo de execução tinha como objetivo incutir no prisioneiro vergonha e dor.
  • Tinha início com a flagelação do criminoso despido de suas vestes. Os soldados utilizavam o azorrague - muitos não resistiam ao açoitamento, não passando, portanto, desta primeira etapa.
  • O crucificado era exposto a intensa dor física, ao ridículo do povo, ao calor do dia e ao frio da noite - e ainda poderia ser devorado por animais.
  • Quando se queria uma morte rápida, as pernas eram quebradas. Isso os impediria de empurrar-se para cima com as pernas para respirar, e a morte por asfixia ocorria em minutos.
  • Ao final o carrasco devia ferir o coração do crucificado com uma lança. Esse golpe era conhecido como infalivelmente mortal pelos soldados dos exércitos romanos.
Embora o crime dos dois homens que estavam ao lado de Jesus fosse igual, eles tinham temperamentos e reações diferentes. Enquanto um dos malfeitores blasfemava do Mestre, o outro ladrão O reconheceu como Deus, que poderia salvar a sua alma. Este homem se tornou um bom modelo, ele se arrependeu. Inicialmente, ele tinha zombando de Jesus, mas ele mudou e começou a defende-lo. É difícil mudar, duro admitir quando estamos errados - é mais fácil continuar nos velhos hábitos. Este ladrão mudou a direção de sua história. 

Aquele homem estava sofrendo uma morte angustiosa, mas entendeu que havia castigos piores do que a crucificação. 

Mt 10.28 - E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. 
A ira divina não é satisfeita totalmente por sofrimentos que experimentamos nesta vida. O castigo eterno será bem pior do que qualquer dor física na terra. 

Hb 10.26 a 31 - Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. 

Aquele ladrão confessou sua culpa. Ele admitiu que o sofrimento dele e do seu companheiro foi justo. Vivemos numa época que gosta de transferir a culpa. As pessoas culpam seus pais, seus amigos, sua natureza ou sua má sorte. Precisamos encarar nossos pecados e suas consequências. Precisamos confessar nossos pecados, sem acrescentar desculpas. 

1Co 10.13 - Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar. 

Ele pediu misericórdia a Jesus. É difícil pedir socorro, porque não gostamos de nos humilhar e de admitir nossa necessidade. Muitos, mesmo em circunstâncias desesperadoras, como o outro ladrão, continuam a manifestar sua bravura proclamando orgulhosamente sua autossuficiência. Jesus exaltará somente aqueles que se humilham e pedem sua ajuda. 

Esse ladrão recebeu a maior de todas as recompensas: a vida eterna. Não há e nem haverá nada melhor que a eternidade com Cristo em seu reino. 

Lc 23:43 - E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

 
CONCLUSÃO
  Sendo a cruz a mais impura, suja e manchada das punições e o castigo designado para ladrões, assassinos, traidores e escravos, foi escolhido para ser o castigo do Filho de Deus. Jesus aceitou morrer dessa maneira tão insignificante e humilhante, por haver um projeto muito maior - a nossa salvação. 

Gl 3.13 - “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. 

Foi na cruz que Jesus venceu a morte e o inferno e nos reconciliou com Deus. 

O dia de ontem não conta mais, já faz parte da história, é chamado de PASSADO. O de amanhã, chamado de FUTURO nem sabemos se teremos - só o Senhor sabe. O dia de hoje, conhecido como PRESENTE, é uma oportunidade para nós, para fazermos a coisa certa. É o dia da sua oportunidade de aproveitar a chance de ser feito filho de Deus, lhe confessando como Senhor e Salvador. 

1Jo 4.15 - Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. 

1Jo 5.12 - Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 

Aquele homem não tinha muito tempo, sabia que ia morrer a qualquer momento. E você, sabe quanto tempo tem para viver nesta terra? O mais importante nem é que tempo viveremos aqui, mas no céu, se pedirmos para Jesus escrever o nosso nome no livro da vida: lá viveremos eternamente. 

Pra. Ana Cunha