terça-feira, 7 de junho de 2016

NASCIDOS PARA SERMOS LIVRES


Jo. 8:31 e 32 - "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Conhecer a verdade é consequência da comunhão e do discipulado de Jesus. E este discipulado se efetua quando permanecemos em sua Palavra.
A liberdade é um direito de todo ser humano, concedida por Deus através do livre arbítrio, e pelos homens, através das legislações. Porém, alguns acontecimentos podem comprometer este precioso direito e arrancar dos homens a liberdade e jogá-los no cárcere.

A vida de quem está preso é isolada, limitada a um território muito curto de trânsito. Nada pode ser gerado e nem produzido, nem descendência. Não tem como sequer se sustentar, tendo sua prosperidade roubada. Não pode crescer nem se desenvolver. Assim também ocorre com as prisões espirituais, que nos impede de nos multiplicarmos, de sermos prósperos e de viver os projetos de Deus para nós. Quando José estava na prisão, embora Deus estivesse sempre com ele, lá ele não podia constituir família e nem prosperar.

Ao longo da história humana percebe-se várias formas de se perder a liberdade:


1. SER SEQUESTRADO

Uma pessoa sequestrada é retirada de seu mundo de forma violenta e sem escolha e só ganhará novamente a liberdade se o resgate por ela for pago, se ela fugir ou ainda, se o sequestrador a liberar.

Um dia fomos sequestrados e aprisionados por nosso inimigo, do qual não tínhamos condições de fugir nem tão pouco ele de nos liberar. Mas Jesus pagou o nosso resgate e nos restituiu à liberdade. Hoje somos livres em Jesus por causa do preço que Ele pagou por nós.


2. PERDER AS GUERRAS

Na Antiguidade quem perdia uma guerra se tornava escravo do vencedor. Em nossa caminhada enfrentamos muitas guerras, mas o Senhor está conosco em cada uma e para cada uma nos dá estratégias específicas para vencê-las. Isso acontece em nosso momento comunhão com Ele e com os irmãos, mas quando nos afastamos de Deus e de sua igreja e escolhemos guerrear sozinhos, com a força de nosso braço, perdemos a guerra. Neste contexto, o nosso direito à liberdade é entregue a quem nos venceu, ou seja, a nosso inimigo, ao nosso opositor.


3. CONTRAIR DÍVIDAS

Em sociedades antigas, dívidas que não eram pagas se transformaram em direito para o credor tomar a liberdade de quem lhe devia. Temos para com Deus uma dívida imensa e impagável, que é a da vida de pecado, rebeldia e desonra para com Ele, o Criador. Nossa falta de condição de pagar essa dívida nos fez escravos do pecado e de Satanás, retirando de nós nossa liberdade de escolha.


4. PRATICAR DELITOS

Atualmente, se uma pessoa infringe a lei e é condenada à prisão, ela é presa e só sai de lá mediante fiança (resgate) ou cumprimento de pena. Nós também cometemos diversos delitos que infringiram os princípios do Criador e nos aprisionaram, mas Jesus pagou nossa fiança e nos deu soltura, ou seja, nos devolveu a liberdade.


5. SER ALVO DE INJUSTIÇA

Podemos encontrar na Palavra uma série de homens que foram presos de forma injusta, como José, Pedro, Paulo, dentre outros. Entretanto, mesmo de forma injusta, a condição do cativo não é diferente de quem estar lá porque deve estar. Por isso devemos estar em constante vigilância.

Prisioneiros pela obediência ao Senhor têm a vantagem de não serem abandonados por Deus, muito pelo contrário, Ele é o Justo Juiz, que julga nossa causa, nos defende e nos garante vitória e libertação.

Existem diferentes níveis de prisão, mas todas elas nos tiram do projeto de Deus para nós, que é o de vida plena:

Algumas prisões são solitárias, algumas são de segurança máxima. Nestas não há dúvida alguma de que os presos estão presos, nem pra ele nem para quem o vê. Como os endomonhiados que Jesus libertava e tinha todas as características de cativos. Estes geralmente, tão conscientes que são de sua condição de cativo, querem ser libertos, pois a prisão deles é muito violeta e os expõe terrivelmente.

Existem também prisões moderadas, onde o preso é identificado como preso, pois ele realmente está no cárcere, mas ele parece não reagir mais àquela situação e já ter acostumado com ela. Isso também ocorre na vida espiritual e se chama “iniquidade”, que é o pecado que se repete tantas vezes, que já enraizou no coração e tornou-se normal na mente de quem o pratica, não havendo mais arrependimento nem tampouco mudança de comportamento.

Há ainda a liberdade em condicional. O indivíduo parece livre, caminha como livre, se movimenta, trabalha, vai e volta, estuda, tem uma vida aparentemente normal, mas a noite muitos voltam pra dormir na prisão e outros, que não voltam, podem voltar para a prisão a qualquer momento. A Bíblia também nos identifica situações assim e as chama de terrores noturnos, que prendem o crente e o impedem de ser verdadeira e integralmente livres. 

Sl.91:5 - "Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia".
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia
Salmos 91:5
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,.
Salmos 91:5
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia
Salmos 91:5
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia
Salmos 91:5

Esta noite, que representa o momento do retorno à prisão é um daqueles momentos difíceis da vida, onde a pessoa se sente cansada, desanimada, sonolenta e com dificuldades de enxergar, características próprias do momento que vem depois que o sol se põe e a escuridão cai sobre nós.

Ainda há no mundo espiritual algumas pessoas que sequer sabem que estão cativas, pois não têm a dimensão da verdadeira liberdade em Cristo. Têm, uma vida sofrida, limitada, mas não entendem que isto se deve à condição de cativeiro.

E há também aquelas que não querem ser libertas, pois a posição de cativas lhes é cômoda. Na prisão não há esforço para nada, não se prospera, mas se sobrevive, sem ter que trabalhar nem buscar melhores condições, nada muda na prisão e isto acomoda muitas mentes ao lugar e leva muitos a não sentirem necessidade de quererem sair de lá.

É certo que o ser humano foi criado livre e a prisão não é parte do projeto de Deus para nós. E é certo que nenhum homem deseja estar preso, a prisão é consequência dos atos que em liberdade tomamos e depois nos aprisiona e nos rouba a capacidade de escolher novamente. Mas Jesus veio nos libertar de toda a estrutura do império das trevas, através de sua obra redentora na cruz do Calvário, nos devolvendo ao nosso estado original de liberdade, tal qual fomos criados.

Cl 1:13 - "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor".
 
Em Cristo, que é a Verdade, somos realmente libertos para viver um novo tempo, um novo Caminho em verdade, vida plena e em libertação, sob a condição de podermos fazermos escolhas livremente e tomarmos decisões acertadas, de acordo com o propósito de Deus para nós, que é sempre bom, perfeito e agradável!

Que possamos viver esta nova vida em Cristo, vida de libertação e possamos nos esforçar para mantermos esta liberdade e usufruirmos do melhor que ela tem para nós.

Flávia Rodrigues Lima da Rocha